A proposta era escrever um texto pessoal/biográfico sem as palavras eu, meu, comigo, mim, si, ou verbos na primeira pessoa.

 

“Esquivo, meio que ingovernável, fazendo tudo um pouco ou completamente errado. Divagando bem na hora do comando, da ordem, do enunciado. Não se trata propriamente de deboche ou pouco caso, mas o que era mesmo pra fazer?”

Reginaldo Cruz

 

“É sabido que o olho e o nariz têm funções distintas, ainda assim é impossível respirar no escuro. A garganta fecha, a mão treme, o ar não entra. Em um pulo, de novo lá, a porta trancada, o chão frio, um metro por um metro, tudo escuro. A luz acende, o ar entra, afinal décadas depois, em casa.”

Cris Meirelles

 

“Concorda disso, sim. Sempre concordou das coisas. Toda a vida concordou das pessoas. Nunca quis desagradar de ninguém. Ofender da família. Brigar da mulher. É manso, cheios de des e dedos.”

Cris Penz

 

 

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